Livro: As Cores de Um Crime.

terça-feira, 21 de outubro de 2014
Livro: Alexandre Vicente
Paginas: 224
Editora: Livre Expressão.
Autora: Alexandre Vicente
*cedido pelo autor para resenha*
Sinopse: Débora Soares carrega sobre os ombros a culpa pelo sequestro e desaparecimento de sua irmã há mais de 20 anos. A busca por respostas e uma promessa feita a sua mãe direcionam sua carreira e tornam-se o propósito de sua vida. Como policial civil da Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro, Débora e seu parceiro Roberto Moraes tentam desvendar uma série de assassinatos ocorridos em uma velha Pensão na Lapa – tradicional bairro boêmio do Rio de Janeiro. Durante as investigações os policiais descobrirão que por trás dos crimes há muito mais que um serial killer. “As Cores de um Crime” é uma estória envolvente e recheada de suspense do início ao fim.

Oi pessoal lindo, tudo bem com vocês? Eu espero que sim.
Hoje vim falar de um livro, que já era para eu ter resenhado a milênios mas devido a intensidade de alguns temas literários tomar conta de mim acabei por não lê-lo. Na verdade como disse uma vez, peço desculpas ao Alexandre pela extrema demora.
Mas sinceramente, acho que foi até melhor, minha leitura foi bem mais madura em relação ao livro do Alexandre e me encantou sua escrita. Vamos lá

O livro do Alexandre abre várias portas, para varias características negativas e positivas de nosso país e não somente do nosso, mas sim de outros em especial.
Alexandre narra a estória de Débora que sempre teve sua vida ligada pelo fantasma da irmã, cujo tal se culpa pelo sumiço dela. Devido a isso como dito na sinopse, Débora acaba se preparando para ser uma excelente policial junto com seu parceiro Moraes. O que ela não imagina que os homicídios ocorridos na Pensão citada eram mais ligados a ela do que imaginava.

Os homicídios mostram características peculiares, exemplo o "modus operandi" que sera o modo de operação ou ação do assassino para suas vítimas. Todas cercadas dos mesmos modos porém de sentidos e sentimentos diferentes.
O que mais gostei do livro do Alexandre, foi que ao mesmo tempo que você tinha plena certeza da pessoa que era, você não tinha. Eu fui ter certeza da pessoa na metade do livro, mesmo assim isso não me tirou a vontade e nem a satisfação de ler, muito pelo contrario, desvendar aquele crime parecia algo que eu precisava fazer juntamente com Moraes e Débora.

Outro ponto super bacana que gostei foi os lados positivos e negativos que ele colocou. Mostrou como se forma uma mente psicopata  e seus pensamentos mais íntimos, além de mostrar que a falha as vezes pode estar mais perto do que qualquer pessoa poça imaginar. Além disso tudo Alexandre colocou os aspectos pessoas dos personagens, ou seja, ele mostra como emocionalmente são abalados pela vida e profissão escolhida.

Os únicos pontos negativos referentes ao livro, são as folhas brancas, eu não consigo ler certo com elas, mesmo a leitura sendo muito prazerosa. E o começo do livro que me confundiu um pouco, Fora isso livro me conquistou, ainda mais por não ser um gênero que eu leia com frequência, mesmo que eu ame o tema.

AHHHH! Tava esquecendo. Outra coisa que amei no livro do Alexandre, foi a introdução de pensamentos de um país diferente, a forma como foi colocada me trouxe muitas perspectivas para o mundo atual e creio que essa fora a intenção do Alexandre mesmo.

Alexandre parabéns pelo trabalho maravilhoso feito, e estou louca para ler Conspiração que logo estará entre minhas resenhas.

Aproveitei e pedi para Alexandre responder algumas perguntinhas, para vocês conhecerem mais de si e de sua obra. Vem conferir:

Gostaria de agradecer a Camila por ceder um  espaço em seu blog e dizer que esta nova vertente do mercado literário só é possível pelo esforço dos blogueiros, que subvertem o direcionamento oficial e promovem a literatura do jeito que ela se apresenta aos novos tempo.
1 - O que te incentivou a fazer uma estória dessa categoria?Eu sempre fui um grande fã do estilo. Agatha Chiristie, Marcos Rey, John Grisham, João Carlos Marinho sempre me seduziram quando precisava de um bom entretenimento. Quando pensei em escrever meu primeiro livro, não poderia ser em um estilo diferente deste. Até pela própria proposta do trabalho.
2- Percebi que todos os personagens têm seu destaque mas Débora, claro, ganha um maior. Por que você escolheu ela em especial? Na verdade Débora seria uma personagem secundária. Neste primeiro livro não usei a técnica do story board e isso fez com que a história fluísse naturalmente. O story board garante que você vá do ponto A ao ponto B. Ela dá uma linha mestra por onde o enredo seguirá e até onde vai chegar. Como era meu primeiro livro (eu já havia escrito contos, mas por serem curtos, fica mais difícil você fugir do projeto inicial) fui surpreendido pela força da personagem. Débora tomou conta e quando vi tudo estava girando em torno dela. Assim, não escolhi Débora. Ela escreveu sua própria história.
3- O bacana do seu livro que você colocou aspectos pessoais. Não somente o desenvolvimento do crime, mas colocou a vida cotidiana dos personagens. Gostaria de saber se você chegou a presenciar algo do tipo para poder usar como base nos aspectos pessoais?Tem muito do que vivo e vivi no livro. Quando você escreve uma história pretensamente ancorada na realidade, é difícil não usar suas vivências. Algumas são bem evidentes para meu círculo mais próximo. O bolo de laranja, o relógio digital de Débora e a própria passagem pela rua do Lavradio, por onde advoguei nos tempos de processos trabalhistas. O Tribunal do Trabalho do Rio fica nesta rua. O caso do recurso de embargo citado aconteceu comigo.
Quando você escreve literatura fantástica, os eventos são mais livres. Você já está num mundo inventado. Tudo é possível. O autor só não pode exagerar. Ao contrário, quando você quer dar realidade, precisa viver um pouco do que escreve. Eu brinco dizendo que, nestes casos, as histórias são mentiras bem contadas.
4- Qual personagem ou personagens possui características suas. Estou espalhado por todos. Os questionamentos, angústias e dúvidas estão plantadas nos diálogos. Se eu tivesse que arriscar, acho que estaria mais próximo de Assunção.
5- Qual o conceito você buscou levar ao leitor?Desde o início a trilogia estava montada em minha cabeça. Não os personagens principais, mas a disputa entre a Rede e toda uma estrutura que tenta desmontá-la. Uma estrutura que se reinventa para enfrentar um poder paralelo que se agarra como erva daninha de forma bastante parasitária.
A proposta principal dos livros sempre foi a de entreter. Um pouco de denúncia não faria mal, mas este não era o foco. Busquei aliar informação com divertimento. Não sei se atingi o objetivo, mas fico feliz quando vejo coisas nos noticiários que estão citadas no livro (a eleição do Tiririca e os deputados caronas com os eventos do segundo livro). Não tenho nenhuma bola de cristal, mas estas coisas que os jornais passam todos os dias não são nenhuma novidade. A informação está aí para qualquer um. Basta sabermos fazer as leituras corretas dos noticiários.
Um grande abraço em todos e não deixem de acompanhar esta trilogia. O terceiro e último volume tem data prevista para maio de 2015.
Se você quer saber mais sobre o livro, como tê-lo e tudo mais é só entrar em contato com o proprio Alexandre em seu e-mail: alex.rio@globo.com 
Logo mais lerei Conspiração, segundo livro desta trilogia fascinante.
Espero que vocês tenham gostado da resenha e da pequena entrevista feita com ele! Nunca deixem de comentar, e blablabla k
Um beijo

2 comentários

  1. Nossa o livro me parece muito intenso.
    Gostei de sua resenha linda e fiquei aqui com uma baita curiosidade.
    Tudo bem que esta capa e o nome me deixaram com certo medo aqui, mas quero ler e descobrir o que tem ai

    Beijos
    www.amorliterario.com

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    1. Oi Fernanda, o Alexandre escreveu esse livro perfeitamente bem. No começo não vou mentir, por não ser meu tema habitual fiquei com medo, mas depois me envolvi com a estória, eu queria saber o que ai acontecer, como seria desvendado o crime e assim vai. Tenho certeza que irá gostar muito.
      Um beijo.

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